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Adestramento e Dressage

Adestramento - Dressage

O adestramento (em francês, dressage), derivada do verbo dresser, que significa "treinar", também chamado "Ensino de competição", é uma das três modalidades equestres olímpicas, regulada pela Federação Equestre Internacional (FEI).

O objetivo geral da dressage é auxiliar o cavalo a desenvolver, através de diversos exercícios, a capacidade de executar todos os seus movimentos naturais, tornando-o um animal flexível, calmo, atento ao cavaleiro e, portanto, agradável de se montar


Histórico do Adestramento

O Adestramento remonta a mais longínqua antiguidade, dos mongóis aos árabes, passando pelos egípcios e persas.

No século XVI, quando os cavaleiros exibiam as suas habilidades degladiando-se com uma equitação voltada para a guerra, as artes e as ciências passaram por uma grande transformação, a Renascença Italiana. A arte eqüestre beneficiou-se, extremamente, com a criação de famosas academias e renomados mestres.

Foi um marco na história da equitação, inaugurando-se assim uma nova era. A obra de Xenofontes foi fundamental na preservação dos princípios e da cultura equestre, servindo de base para a renovação gerada pela Renascença.

Os séculos XVIII e XIX foram pródigos para a disciplina que fundamentou princípios, conceitos e doutrinas e, viu florescer as grandes escolas que proliferaram por toda a Europa, construindo os alicerces para a edificação da equitação atual. Escolas como Versalhes, Espanhola de Viena, Saumur, entre tantas, propagavam os seus conhecimentos e estudos da Arte Equestre.

É uma modalidade Olímpica do Hipismo e, dentre todas as manifestações esportivas da equitação, constitui o segmento mais clássico. Os seus princípios básicos são os pilares da Equitação Acadêmica e adotados por todas as demais disciplinas.

Essencialmente técnica, busca o desenvolvimento do cavalo, através de uma educação harmoniosa de modo a torná-lo um “atleta feliz”.


Portanto, na própria conceituação pode-se depreender que a modalidade impõe uma cuidadosa ginástica progressiva e racional, associada a uma preparação mental do cavalo, de maneira que nas competições, o animal deve mostrar-se calmo, elástico, descontraído e flexível.

Durante toda a apresentação deve passar ao espectador a imagem de um cavalo confiante, atento e impulsionado, demonstrando um perfeito entendimento com o seu cavaleiro.


"No Adestramento, o cavalo não é um instrumento ou objeto e, sim sujeito e, para ele todas as atenções devem convergir." - Coronel Salim Nigri

As provas são disputadas nos diversos níveis de dificuldades e de categorias, grupadas em faixas etárias. Podem ser realizadas a céu aberto ou em pistas fechadas, em um cercado de 20x60m, em piso de areia. Os competidores devem executar, de memória, movimentos perfeitamente definidos pelo Regulamento de Adestramento, numa sequência pré-estabelecida (reprise), nas três andaduras naturais (passo, trote e galope).


A alta qualidade da apresentação é constatada pela franqueza e regularidade das andaduras, pela leveza e facilidade dos movimentos. O cavalo dá a impressão de realizar os movimentos por sua própria vontade e responde de forma imediata e, até intuitiva, às solicitações do cavaleiro.

O grau de exatidão e correção na execução da prova é avaliado por três ou cinco juízes, distribuídos ao longo do cercado que delimita o picadeiro. Os árbitros julgam os movimentos dos concorrentes, atribuindo graus de 0 a 10, sendo vencedor, aquele que obtiver o maior percentual, resultante do somatório de todos os graus atribuídos pelos juízes.


Adestramento no Brasil

O Adestramento no Brasil recebeu um grande impulso com a vinda da Missão Militar Francesa, que aqui chegou aos idos de 1922, contratada pelo governo brasileiro para transmitir conhecimentos nos diversos campos de atuação do Exército Brasileiro. Na área da equitação, a Missão tinha por objetivo estabelecer regras uniformes para a prática das atividades a cavalo.


Oficiais experientes, impregnados da tradição da Cavalaria francesa, transmitiram-nos um legado de conhecimentos, fundamentados em experiências acumuladas ao longo de de mais de dois milênios.Em 1924, formou-se a primeira turma de Instrutores do Núcleo de Adestramento de Equitação, atual Escola de Equitação do Exército. A partir de então, o esporte equestre, recebeu, em toda a sua plenitude, um grande estímulo e, em especial, o Adestramento, matéria base para as demais modalidades.


A CBH vem adotando uma política de intercâmbio com a vinda de juízes e treinadores de países mais desenvolvidos na modalidade, que através de cursos e participações na arbitragem dos eventos, tem propiciado um rápido desenvolvimento de nossos conjuntos a nível competitivo e de alta performance.

No âmbito internacional, por ocasião dos Jogos Pan Americanos de 2007, realizados no Rio de Janeiro, o Brasil conquistou a medalha de bronze, qualificando-se, por via de consequência, para os Jogos Olímpicos de 2008, realizados em Hong Kong. Pela primeira vez na história do Hipismo, o Brasil qualificou uma equipe para participar do evento maior do Adestramento mundial.


* Coronel Salim Nigri é juiz internacional e diretor de adestramento da CBH

fonte: Cavalo Atleta

Confederação Brasileira de Hipismo - http://www.cbh.org.br

Assista agora, uma reprise da maior estrela do adestramento atual, Charlotte Dujardin, que conquistou diversas medalhas para Inglaterra, inclusive nas olimpíadas Rio 2016, onde montando Valegro, revalidou o ouro de Londres e por equipe, com sua equipe britânica, levou a medalha de prata.

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