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Fisioterapia Veterinária

O que é Fisioterapia Veterinária?

Se observarmos a derivação da palavra FISIO – agente físico e TERAPIA- tratamento, chegamos a um conceito mais amplo, de uma ciência que usa o agente físico como forma de tratamento.

Segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), define-se fisioterapia como “uma ciência aplicada, cujo objetivo é o estudo do movimento em suas formas de expressão e potencialidades, quer nas suas alterações patológicas, quer nas suas repercussões psíquicas e orgânicas, com o objetivo de preservar, manter e restaurar a integridade de um órgão, sistema ou função.” (Atividade de saúde, regulamentada pelo Decreto-Lei 938/69, Lei 6.316/75, Resoluções do COFFITO, Decreto 9.640/84, Lei 8.856/94 e Portarias do Ministério da Saúde).

As técnicas fisioterápicas utilizadas na medicina veterinária podem ser aplicadas no tratamento e na recuperação de injúrias que acometem os cavalos atletas. A fisioterapia vêm se tornando uma realidade, no decorrer dos anos, por apresentar uma característica não inva­siva e indolor; sendo que, as aplicações podem ser feitas com tranqüilidade, desprezando o uso de sedativos ou artifícios de contenção.

Assim, o resultado será uma cura eficiente, uma redução do tempo de recuperação, muitas vezes sem a utilização concomitante de medicamentos, com a vantagem de não interromper a rotina de treinamento dos animais.

Portanto, a Fisioterapia analisa os movimentos, a funcionalidade e a postura, utilizando diversas modalidades para promover a saúde ou prevenir doenças, visando desde aspectos físicos, como a movimentação correta ou até a reabilitação e controle da dor, tendo sempre como objetivo a melhoria da qualidade de vida do paciente.

Reabilitar, em seu sentido mais amplo, significa restabelecer ou restaurar privilégios anteriores como caráter, reputação ou condição. A Reabilitação caminha junto com a Fisioterapia, integrando esta e buscando a volta da funcionabilidade do sistema afetado.

Ela pode ser associada ao tratamento clínico convencional, além de ser extremamente eficiente durante as competições, por apresentar efeitos positivos em condições inflamatórias, diminuindo a dor e conseqüentemente melhorando a performance.

Cavalos atletas estão sujeitos a inúmeras lesões, devido ao grande esforço físico a que são submetidos durante a rotina de treinamento. Animais de Corrida e de Trabalho são os mais afetados, principalmente os que participam de provas de velocidade.

Desde sua regulamentação, em 1969 (no Brasil), a Fisioterapia Humana tem evoluído para diversas áreas, desde o esporte até a Medicina Veterinária. Sendo assim, quando aplicamos os mesmos conceitos aos animais, temos a fisioterapia veterinária.

Vale salientar que a Fisioterapia Veterinária é uma prática privativa do médico veterinário, pois somente ele tem condições de avaliar o animal em sua anatomia, biomecânica, fisiologia, patologia clinica e cirúrgica (Lei 5.517 de 23 de outubro de 1.968), assim como a Fisioterapia Humana é atividade preventiva do fisioterapeuta.

A fisioterapia animal surgiu nos anos 70, inicialmente como uma adaptação de técnicas utilizadas na fisioterapia humana aplicadas principalmente em eqüinos. Com os anos estas técnicas passaram ser estudadas e utilizadas também em pequenos animais. Atualmente a fisioterapia em cães e gatos já está difundida na classe médica, com publicações e trabalhos científicos comprovando a eficácia de suas técnicas, já adaptadas ou especificamente desenvolvidas para estes.


Modalidades Terapêuticas - Fisioterapia Equina

Existem várias modalidades que podem ser utilizadas, as quais vão depender do tipo de lesão a ser tratada.

Os métodos utilizados promovem principalmente analgesia (diminuição da dor), o efeito antiinflamatório do tecido afetado e a diminuição do ede­ma (inchaço).


Muitas vezes, algumas destas técnicas, principalmente de cinesioterapia, tais como exercícios de alongamento, exercícios em pista e massagens, são ensinadas aos proprietários, para realização diária de fisioterapia nos pacientes.

Laserterapia - Laser Terapêutico

Efeitos terapêuticos gerais: as aplicações do laser de baixa potência demonstram resultados positivos nas seguintes situações: efeito antiinflama­tório, analgesia, cicatrização de feridas e acupuntura. Ele atua nas fibras nervosas, dificultando a transmissão do estímulo doloroso e estimula a produção de beta-endorfinas (substâncias produzidas pelo organismo que causam relaxamento e bem estar), provocando a normalização e o equilíbrio da energia no ponto lesionado.

O feixe laser tem a capacidade de regenerar a área afetada, principalmente nos casos que o animal apresenta alguma lesão muscular como, por exemplo, distensões ocorridas durante o treinamento.

Outras estruturas muito comprometidas sistema locomotor são os tendões e ligamentos, onde esse tipo de modalidade é bastante útil por trazer benefícios importantes no processo de cicatrização, favorecendo a resolução da reação inflamatória mais rapidamente do que o organismo, por si só, seria capaz.

Em casos de edema ("inchaço") provocado por traumas, injeções irritantes e no pós-operatório de lesões articulares ele é muito empregado, pois estimula a circulação e conseqüentemente diminui a inflamação.

Indicações: esta alternativa de tratamento é muito utilizada, com grande sucesso, nas seguintes situações:

- lesões musculares e miopatias induzidas pelo exercício; - tendinites e desmites; - flebites; - artrites; - periostites; - cicatrização de feridas; - áreas pós-cirúrgicas para eliminar o edema e a dor; - fase aguda, por não aumentar a temperatura tecidual.

Eletroterapia

Essa modalidade terapêutica utiliza aparelhos que produzem corrente elétrica, através de eletrodos de baixa voltagem, que são fixados no local onde se deseja atuar, com a finalidade de produzir analgesia e relaxamento muscular. Esse tipo de estimulação não possui efeitos colaterais e pode ser usado em lesões agudas ou crônicas.

O equipamento mais utilizado é chamado de Tens-Fes que permite estimulação elétrica através da pele, atingindo principalmente a área nervosa e muscular. Todo dispositivo utilizado para criar estímulos elétricos, de forma não invasiva para produzir analgesia, é um Tens, onde a corrente elétrica é aplicada de forma confortável, sem oferecer riscos ao animal.

O aparelho também utiliza modos de estimulação, que geram contrações musculares, com a finalidade de recuperar os músculos atrofiados, como ocorre nos casos de distensões pós-exercício ou em patologias que afetam o sistema nervoso como, por exemplo, nos casos de EPM ("bambeira"), onde a lesão muscular ocorre pela falta de estimulação nervosa.

Ela também tem vasta aplicação em animais que tiveram perda da massa muscular, em função de elevado tempo de imobilização, devido a cirurgias, fraturas ou desuso dos membros decorrência da dor.

O tempo de aplicação varia em função da intensidade e do tipo da lesão, bem como do resultado que está se obtendo com o tratamento.

Indicações: - alívio da dor; - fortalecimento muscular; - atrofia muscular; - contraturas articulares; - redução de edemas; - estimulação de pontos de acupuntura.

Ultra-som Terapêutico

O ultra-som é uma forma de energia acústica, gerado por um transdutor, com a capacidade de emitir ondas que, ao atravessarem os tecidos, produzem efeitos térmicos e não térmicos.

Efeitos térmicos : o aquecimento controlado produz efeitos positivos como: - Aumento do fluxo sangüíneo no local; - Analgesia; - Diminuição do edema; - Relaxamento muscular e articular.

Efeitos não térmicos : aqueles que envolvem mudanças fisiológicas nos tecidos, as quais não são atribuídas ao calor: - Capacidade de penetração de substâncias através da pele como, por exemplo, medicamentos que podem ser aplicados na área afetada; - Estimula a circulação sangüínea e linfática, reduzindo o processo inflamatório local.

O ultra-som terapêutico apresenta efeitos positivos na cura de processos inflamatórios dos tendões e ligamentos; periostites ("dor de canela") e é bastante utilizado no pós-operatório de cirurgias articulares, reduzindo o edema, acelerando o processo de cicatrização e mobilidade articular.

Indicações: - edemas e hematomas; - tendinites e desmites; - sobreossos; - cicatrização das bordas de feridas; - dores musculares.

Campo Magnético Pulsátil

O campo magnético é produzido por um aparelho, formado por duas placas, que emite energia elétrica (apesar de não utilizar fios ou eletrodos) através de um condutor, com freqüências programáveis. Este campo promove uma aceleração da cicatrização, devido ao aumento circulatório local, promovendo um maior aporte de oxigênio e nutrientes para o tecido.

Ele é fixado na região comprometida, por intermédio de acessórios especiais, como mantas e caneleiras e é utilizado tanto no corpo do animal (afecções da coluna vertebral) quanto nos membros.

É uma modalidade terapêutica bastante eficaz na reparação óssea, principalmente em fissuras e fraturas de difícil união. Por outro lado, para os outros tecidos, os estudos variam muito, assim como os resultados positivos obtidos com esse tipo de terapia.

Indicações: Os efeitos positivos são obtidos principalmente nas seguintes condições: - Fraturas (recentes, antigas, com pino ou de difícil imobilização); - fissuras; - periostites ("dor de canela"); - alívio da dor em problemas musculares; - processos inflamatórios agudos e crônicos.

Indicações para Fisioterapia

A fisioterapia aplicada à medicina veterinária é indicada em todas as enfermidades ortopédicas e neurológicas, bem como no controle da obesidade e manutenção do condicionamento físico.

Assim, o resultado é positivo principalmente em: lesões musculares (atrofias e miopatias); problemas do aparelho locomotor como tendinites, desmi­tes (inflamação dos ligamentos), artrites (lesões articulares) e periostites ("dor de canela"); cicatrização de feridas (abertas ou cirúrgicas); e como auxiliar no tratamento de diversos problemas neurológicos. Uma outra aplicação é em áreas pós-cirúrgicas, com a finalidade de auxiliar a cura, eliminar o edema e a dor.

Nas enfermidades ortopédicas, a fisioterapia veterinária trabalha o controle da dor e o aumento da amplitude dos movimentos, melhorando a força e a resistência muscular. Também auxilia na redução do tempo de consolidação óssea de fraturas, cicatrização de feridas e recuperação pós-cirúrgica.

O alívio da dor consiste em um dos maiores objetivos e muitas vezes também em um grande desafio. A dor, de forma aguda ou crônica, pode causar imunossupressão, inapetência, caquexia (dor é associada com estresse, o que influencia o metabolismo de carboidratos, proteínas e gordura, além da diminuição do consumo de alimento), além de poder levar ao desuso de membros (animais levantam a pata com dor) e interfere diretamente no bem estar do paciente.

Nas complicações neurológicas a fisioterapia veterinária ajuda a restabelecer a coordenação motora e o equilíbrio, além da reeducação de caminhadas, impedindo assim a evolução da atrofia muscular.

A redução da inflamação reduz o tempo de recuperação e em muitos casos está associada com a redução da dor. Artroses e artrites são exemplos de patologias que estão em um ciclo de dor-inflamação que leva muitos pacientes a recorrer à fisioterapia.

Em diversos casos usamos a fisioterapia para prevenir ou minimizar a atrofia de músculos, cartilagens, ossos, tendões e ligamentos. Em paralisias e paresias este é um trabalho fundamental da reabilitação.

No caso da obesidade, a fisioterapia tem muitos benefícios tanto em cães e gatos,como em equinos. Atua na prevenção de diabetes, doenças articulares e cardíacas. Exercícios como a hidroginástica (esteira na água) e caminhadas na esteira seca aumentam em 30% o gasto calórico do animal quando comparado com a caminhada com os donos. Associada a uma dieta controlada, estes exercícios tem resultados surpreendentes com apenas 10 minutos diários. Não apenas nos casos de obesidade, um bom condicionamento físico é de fundamental importância para animais de qualquer idade, beneficiando pacientes sedentários ou hiperativos.

Nos animais idosos a fisioterapia melhora a qualidade de vida, aliviando a dor das doenças articulares, mantendo a força muscular e a amplitude de movimentos, melhorando a defecação e a micção, facilitando assim o dia a dia de seu animal.

A reabilitação pós operatória tem o objetivo eliminar ou reduzir seqüelas, diminuir a utilização de medicamentos, além de auxiliar a regeneração óssea, preservar articulações não acometidas, diminuir a dor, inflamação, entre tantas mais.

Associada à acupuntura, a fisioterapia veterinária tem resultados melhores em um espaço de tempo menor.


A fisioterapia veterinária tem como objetivo principal a melhoria ou manutenção da qualidade de vida do nosso paciente. Tendo sempre isto em mente, diversos objetivos são traçados, dependendo da patologia (doença) ou disfunção que se apresenta.

Como cada caso é um caso, a avaliação clinica de cada animal é necessária, antes do agendamento e início das sessões.

fonte: Cavalo Atleta / Wikipédia, a enciclopédia livre / livro; Fisioterapia Veterinária. / Fisioterapia no tratamento e reabilitação dos cavalos atletas - http://www.facafisioterapia.net

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